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Juanfran vem tendo de se manter longe dos gramados, assim como todos os seus companheiros do São Paulo, mas engana-se quem pensa que o lateral-direito goza de uma rotina mais tranquila com a paralisação dos campeonatos. Sem poder voltar à ativa, o espanhol passou a exercer muito mais funções.

“Agora, com essa quarentena, sou professor da escola pelas manhãs e babá à tarde. Estou mais tempo do que nunca em casa. Não imaginava que poderia fazer tantas coisas com as crianças. Não estou acostumado a estar com eles tanto tempo. Minha esposa sim, mas eu não. Estou levando bem, de segunda à sexta estou desejando que chegue o fim de semana para não ser mais o professor da escola”, afirmou Juanfran à Spfctv.

O espanhol teve como uma das últimas experiências antes da paralisação forçada pelo novo coronavírus a atmosfera de um jogo de Libertadores no Morumbi. Precisando vencer a LDU a qualquer custo, o São Paulo contou com uma recepção bastante calorosa na porta do estádio, imagem que certamente não sairá da cabeça de Juanfran.

“Foi muito especial, ganhamos. Me emocionou muito a recepção quando chegamos ao Morumbi. Você percebe que tem algo especial na Libertadores. É uma noite que sempre me recordarei. Na Europa estariam encantados de poder ver mais times brasileiros, mais Libertadores. Falo com experiência: muitos times no Brasil poderiam competir com os maiores times da Europa”, comentou.

“Depois de muitos anos de êxito na Europa, vim com o objetivo de ser um jogador humilde, trabalhador, que ajuda a ganhar. Não poderia pensar que iria ao futebol brasileiro sendo o melhor que já no Brasil. Não vou ter essa mentalidade. Nem eu, nem qualquer jogador que queira triunfar”, completou.

Já em relação a Fernando Diniz, Juanfran foi só elogios e destacou o lado humano do comandante tricolor, uma das características que vem fazendo o treinador conquistar seus jogadores.

“Está sempre muito perto de você, se interessa pela sua família, como estão as coisas em casa. Ele tem uma visão de futebol muito boa, de conceitos muito bons, não só ofensivos, mas também defensivos. Venho de um dos melhores times do mundo defensivamente, o Fernando valoriza muito o trabalho defensivo do Simeone. Com ele estou aprendendo coisas que não imaginava que aprenderia com 35 anos”, concluiu.

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