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Vitor Sion, membro do Comitê de Gestão do Santos, falou nesta sexta-feira sobre a situação financeira do clube, pensando especialmente na possibilidade de contratações para 2022.

Sion admitiu que a situação financeira não é boa, mas é “mais confortável” em relação ao final do ano passado. O clube deve reforçar a equipe de Carille.

“Difícil responder. mas diria que é um pouco mais confortável (situação financeira). Se pegarmos todas as contratações que fizemos em 2021, a única que pagamos foi o Zanocelo, pagamos seu empréstimo e ele tem valor de compra fixado. Imagino que para 2022 contrataremos algum jogador na temporada e que a gente pague por ele. No final de 2022, esse orçamento deve ser maior do que o deste ano. A parte financeira melhorou porque nós sabemos o buraco em que o Santos está, hoje sabemos dessa dívida. Imagino que será mais programado nosso ano e isso envolve investir mais em contratações, apesar de não ser algo fácil”, disse Vitor ao programa Resenha Santista, da TV Cultura Litoral.

Sion disse que um trunfo para o Santos em 2022 é a manutenção do técnico Fábio Carille, que conseguiu liderar uma campanha de recuperação no último Brasileirão.

“Vejo 2022 com mais otimismo, pois já temos um treinador (Carille). Refletimos e continuamos com ele. Ele sabe o que cada atleta pode entregar, os pontos fracos do elenco, em que posição temos que nos reforçar. Quanto á parte financeira, vamos ver a luz do túnel apenas em 2023, mas na parte esportiva eu confio no trabalho do Edu (Dracena) e do Carille. Essa continuidade vai ser o segredo para termos um melhor desempenho em campo”, completou.

Outro tópico abordado foi a necessidade do Santos vender atletas, pensando em aliviar o caixa de equipe. O orçamento do Santos de 2022 prevê R$ 66 milhões em vendas de jogadores.

“Se você me falar que dá pra fechar o ano sem vendas, dá. Mas teremos que cortar em outra coisa. Tendo o dinheiro de uma venda você pode contratar mais, por exemplo. Vendas expressivas geralmente vêm da Europa e o mercado europeu se movimenta mais no meio do ano. Em janeiro não esperamos vender nenhum jogador por uma quantia tão grande. O orçamento indicia que existe a necessidade de venda neste ano”, finalizou.