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Incluído na última convocação do técnico Óscar Tabarez para defender o Uruguai, Matias Viña conhece a história do Maracanazo, apesar da juventude. Pelo Palmeiras, o lateral esquerdo de 22 anos em breve terá a chance de atuar no palco em que o Brasil foi dolorosamente derrotado na Copa do Mundo de 1950.

“No Uruguai, se fala bastante (da decisão), pelo fato de ter sido o último título em nível mundial. Então, obviamente, é algo que se lembra muito. Não vivemos, mas buscamos muito o feito do Maracanazo”, contou Viña em entrevista à Gazeta Esportiva.

A despeito da população diminuta (cerca de 3,5 milhões de habitantes), o Uruguai alcançou feitos expressivos no futebol: conquistou as edições de 1924 e 1928 dos Jogos Olímpicos e ganhou as Copas do Mundo de 1930 e 1950. Desde então, segue produzindo grandes jogadores.

Após passar pelas seleções de base, Matias Viña já defende o time principal do Uruguai (Foto: Divulgação)

“A ambição de todos os jogadores no Uruguai é sair na rua e ver as crianças com a esperança de também serem jogadores. Com chuva ou sol, os pais levando as crianças para os estádios. Acho que é por isso: a garra que colocam desde pequenos, o desejo e a fome de chegar”, afirmou Viña, tentando explicar o fenômeno.

Uma das duas contratações do Palmeiras nesta temporada, o lateral esquerdo uruguaio disputou apenas seis partidas pelo clube alviverde. Em breve, fatalmente, terá a oportunidade de atuar pela primeira vez no estádio em que Obdulio Varela e Alcides Ghiggia fizeram história há quase 70 anos.

“Vai ser algo muito lindo. Então, quero tratar de desfrutar e aproveitar todas as oportunidades”, declarou Viña. O lateral esquerdo foi chamado para os dois primeiros jogos do Uruguai nas Eliminatórias, contra Chile e Equador, adiados pela pandemia de coronavírus.

Bruno Ceccon

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