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O Conselho Deliberativo do Santos reprovou as contas de 2018 durante reunião na noite desta segunda-feira, na Vila Belmiro, por ampla maioria.

No início do encontro, o presidente José Carlos Peres pediu para o gerente administrativo Fernando Volpato apresentar a defesa. O Conselho não aceitou. O mandatário, então, se absteve da explicação pessoal e registrou a apresentação em ata.

O resultado final apontou um déficit de R$ 77 milhões, sem contar o dinheiro da venda de Rodrygo para o Real Madrid – 20 milhões de euros (R$ 87,5 mi) da primeira parcela, já paga, e 25 milhões (R$ 109,4 mi) a serem quitados em junho.

A diretoria comandada por Peres diz ter pago R$ 74 milhões em compromissos pendentes de gestões anteriores.

“Se fosse considerado o dinheiro que entrou do Rodrygo… Pagamos R$ 74 milhões de dívidas em gestões passadas. Se o dinheiro do Rodrygo fosse considerado, teríamos superávit do mesmo valor. R$ 70 milhões. Receberemos mais uma prancha próxima de R$ 100 milhões (segunda parcela do Real Madrid, em junho). Não existe gestão temerária”, disse Peres, durante a reunião.

O Conselho Fiscal, por unanimidade, emitiu um relatório sugerindo a reprovação das contas. Além do déficit, o grupo questionou intermediações com o total de R$ 5 milhões para contratações e renovações, admissão de PJ’s e criação de cargos sem orientação, gasto em cartões corporativos, entre outros.

José Carlos Peres tem 15 dias para recorrer da decisão dos conselheiros. Na sequência, o caso será levado para a Comissão de Inquérito e Sindicância. Se o grupo considerar temerária a gestão, o presidente pode ser excluído do quadro de associados e, consequentemente, do seu mandato. Haveria também o precedente para novos pedidos de impeachment.

Lucas Musetti Perazolli

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