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O São Paulo passa por seu pior momento na atual edição do Campeonato Brasileiro. Depois de liderar a competição por nove rodadas consecutivas, a equipe comandada por Fernando Diniz conquistou apenas dois pontos dos últimos 15 disputados e caiu para a segunda colocação.

Apesar dos resultados ruins, incluindo uma goleada por 5 a 1 para o atual líder Internacional, no Morumbi, ainda existe quem acredite no título tricolor. Em entrevista exclusiva ao programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, o ex-goleiro e técnico Emerson Leão falou sobre a atual situação do clube.

“Se nós levarmos em consideração de que nos últimos 15 pontos, o São Paulo ganhou dois, tem alguma coisa diferente. Com a equipe que o São Paulo tem, não é para isso acontecer. Não é aquela equipe que todo mundo fala maravilhas, mas na realidade ela prosperou com vitórias dentro do campeonato, dentro da maneira de atuar do seu treinador. Agora, num campeonato atípico como esse, em época de pandemia, tudo é possível. Acho que dá ainda para o São Paulo sim. Em uma rodada, muda tudo. Quando você ganha três pontos e o outro perde três pontos, se somar, foram seis pontos disputados”, afirmou.

Leão conhece os bastidores do São Paulo como poucos. Como técnico, teve duas passagens pelo time do Morumbi. Na primeira, entre 2004 e 2005, faturou o último Campeonato Paulista vencido pelo clube. Já na última, que aconteceu entre 2011 e 2012, foi demitido após eliminações no Estadual e na Copa do Brasil e um início irregular no Brasileirão.

O ex-treinador também palpitou sobre o nível do atual Campeonato Brasileiro. Para o antigo goleiro da Seleção Brasileira, o nível técnico da competição nacional não é bom e carece de equipes que buscam vencer antes de praticar um futebol bonito.

“Acho o nível técnico desse Campeonato Brasileiro fraco, com muitas equipes querendo imitar outras equipes do exterior que tem uma capacidade financeira e técnica muito grande, que nós não temos aqui. Nós esquecemos de jogar futebol, queremos dar espetáculo. Precisamos dar espetáculo depois de conseguir o resultado. Esse negócio de toque de bola é uma coisa, não adianta ficar 70 minutos com a bola, enquanto o outro 20, e terminar 2 a 0 para o outro. Precisa saber o que faz. A individualidade marcou o Brasil sempre. Agora, nós não temos mais individualidades”, concluiu.