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O presidente do São Paulo, Julio Casares, liderou a reunião desta terça-feira com dirigentes de outros 17 clubes brasileiros para a criação da Libra, a liga de futebol nacional, que terá o papel de substituir o Brasileirão organizado pela CBF.

Seis clubes encabeçam o projeto: São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Flamengo, Santos e Red Bull Bragantino. Todos eles, além de Cruzeiro e Ponte Preta, que disputam a Série B, assinaram o documento em parceria com a Codajas Sports Kapital e o banco BTG Pactual.

“Tenho convicção de que hoje é um dia histórico para o futebol brasileiro. A formação da liga é uma realidade, estamos todos com o estatuto na mão”, disse Casares.

Apesar do encontro de dirigentes, alguns clubes não assinaram o documento por divergirem em relação a alguns termos, como a divisão dos direitos de transmissão. Um deles é o Athletico-PR, do presidente Márcio Celso Petraglia.

“É normal termos uma divergência ou outra que com o tempo a gente supera. O Márcio [Celso Petraglia] é um dirigente experiente, com muita história no futebol. Portanto, não tenho dúvida que no próximo dia 12 não só ele como outros clubes caminharão”, prosseguiu Casares.

Cerimônia na CBF

A ideia é de que no próximo dia 12, em cerimônia realizada na CBF, no Rio de Janeiro, com os 40 clubes que disputam as Séries A e B, a criação da Libra seja oficializada. Por isso, acordos terão de ser feitos até lá para que haja um entendimento entre todas as agremiações.

“O que interessa, na verdade, é a maturidade desse momento, a oportunidade que o futebol brasileiro apresenta com a formação de uma liga, captação profissional dos produtos, tendo um CEO para dirigir as atividades e, aí sim, caminhar para a independência dos clubes de futebol do Brasil”, completou Julio Casares.